2004

A GUERRA QUE TODOS PERDERAM 
O Pará ganhou e perdeu na guerra-relâmpago para impedir que o dinheiro do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia fosse aplicado na Ferrovia Norte-Sul, que está sendo construída do Maranhão para Goiás, com conexão para o centro-sul do país. O dinheiro voltou para os cofres da União. 
N° 315/JANEIRO DE 2004/1ª QUINZENA

A IMORALIDADE É O LIMITE? 
A história do projeto Sarney, estendendo a toda Amazônia Ocidental os benefícios da Zona Franca de Manaus atesta a incapacidade das lideranças amazônicas de estar à altura do tempo em que vivem. 
Nº 316/JANEIRO DE 2004/2ª QUINZENA

UMA ENGRENAGEM MILIONÁRIA 
Por trás de uma disputa pelo porto de Manaus está a ação de um poderoso grupo que tem manobrado na Zona Franca de Manaus para enriquecer. Com R$ 2 milhões esperava assumir o controle da Receita Federal e o movimento de entrada e saída de mercadorias, um negócio de US$ 10 milhões por mês. 
Nº 317/FEVEREIRO DE 2004/1ª QUINZENA

MAIS UMA PARA O MARANHÃO? 
O governo do Estado e O Liberal dizem que é blefe, mas a CVRD mandou desativar a abertura da mina de bauxita de Paragominas e começa a transferi-la para o Maranhão. Pode estar se repetindo a novela que levou a Alcoa para o Estado vizinho. Enquanto isso, os bicudos, cada vez mais trombudos, agem emocionalmente. 
N° 318/FEVEREIRO DE 2004/2a QUINZENA

CHAMEM O DE GAULLE 
O conflito entre a CVRD e o governo chega, afinal, ao judiciário. Qualquer que venha a ser o resultado, a administração Simão Jatene, chamada à responsabilidade, que não quis assumir por vontade própria, ficará órfã nessa questão. 
N° 319/MARÇO DE 2004/1ª QUINZENA

GOVERNO SE MEXE. E ERRA 
O governo do Estado convocou a toque de caixa o conselho de meio ambiente, antes que a justiça o obrigasse a fazer isso, para examinar o licenciamento do projeto de bauxita da CVRD. Mas tomou uma decisão estapafúrdia: separou a lavra do transporte do minério. Enfiou-se ainda mais no buraco do descrédito. 
N° 320/MARÇO DE 2004/2ª QUINZENA

O Pará parou: pobre 
O discurso oficial é de que o Pará está se desenvolvendo e o governo está resolvendo seus problemas. Mas os índices sociais não confirmam essa fotografia cor de rosa. O produto da exploração dos recursos naturais do Estado não fica com os seus habitantes. Para os jovens, a herança é ainda pior. 
N° 321/ABRIL DE 2004/1ª QUINZENA

Por trás de Mato Grosso 
Depois de aceitar por várias décadas os limites que o IBGE traçou para separá-lo do Pará, Mato Grosso saiu para briga. Quer ficar com 2,2 milhões de hectares que atualmente estão no Pará. Se ganhar, levará o quê? Se perder, qual o tamanho do prejuízo do Pará? O governo Jatene pode estar subestimando o problema. O Pará pode começar a encolher. 
N° 322/ABRIL DE 2004/2ª QUINZENA


O FOGO, OUTRA VEZ 

A constatação de que os primeiros anos do século XXI têm sido tão desastrosos para a floresta amazônica quanto as três últimas décadas do século anterior parece estar impedindo que se aprofunde uma suspeita: a realidade é ainda mais grave do que aparentam os números. É o que sugere um dos autores do diagnóstico sobre o ano de mais fogo da história, o de 1987. 
N° 323/MAIO DE 2004/1ª QUINZENA

O Pará é do mundo 
Até o final da década o Pará se tornará um dos centros mundiais de mineração, metalurgia e siderurgia. Por trás desse crescimento está a China. Ao seu lado, a CVRD. Será o verdadeiro desenvolvimento desta vez? 
N° 324/MAIO DE 2004/2ª QUINZENA

MAIORANAS E BARBALHOS: TEM BRIGA NA IMPRENSA 
A guerra declarada pelos dois principais grupos de comunicação do Estado arrefeceu, teve uma trégua ou espera o melhor momento para ser retomada? Na dúvida, eles podiam acertar-se num ponto: a partir de agora, as escaramuças teriam que ser fiéis à sua aparente razão de ser: o jornalismo. Assim, a opinião pública ficaria sabendo mais. 
N° 325/JUNHO DE 2004/1ª QUINZENA

Será possível o pior? 
A corrida até a prefeitura de Belém tem sido uma prova de obstáculos e de imprevistos. O problema é que, depois das baixas no percurso, no ponto de chegada o eleitor pode ter a pior das surpresas. Nesse caso, não importará quem vença. Belém perderá. 
Nº 326/JUNHO DE 2004/2ª QUINZENA

Tudo muda: tudo igual 
O final da corrida eleitoral apresenta promessas de novidades para o futuro. Uma delas: novas alianças políticas, colocando como adversários aliados de hoje – e vice-versa. O reembaralhamento das cartas políticas, porém, pode não mudar nada, em essência, no Pará. O futuro se parece, cada vez mais, a uma miragem. 
N° 329/SETEMBRO DE 2004/1ª QUINZENA

Quem ganhou, perdeu 
Quase todos ganharam e perderam um pouco nesta eleição. O poder está distribuído entre mais gente do que antes, mas pode ficar novamente polarizado a partir do primeiro dia do próximo ano, quando será dado o tiro de largada para mais uma corrida eleitoral. Aquela na qual estiveram mirando com um olho todos os que disputaram os mandatos neste ano. 
N° 331/OUTUBRO DE 2004/1ª QUINZENA

Confiar em Duciomar? 
O senador Duciomar Costa obteve uma vitória nítida sobre Ana Júlia Carepa. Sua legitimidade como prefeito eleito está fora de dúvida. Mas quem acreditará na sua promessa de fazer o melhor por Belém? Talvez só se ele permitir aos cidadãos acompanhar o que fizer na prefeitura desde o início. E para valer. 
N° 332/OUTUBRO DE 2004/2ª QUINZENA

Colarinhos na cadeia 
A elite paraense está em polvorosa. Senadores, empresários, políticos e figurões estão indo parar na cadeia, algumas vezes algemados. São acusados de enriquecer desviando dinheiro público. Essa é uma novidade no panorama de impunidade, que até então prevalecia. Pelo menos neste aspecto, o Brasil parece que mudou. 
N° 333/NOVEMBRO DE 2004/1ª QUINZENA

Campanha já nas ruas 
Já há tiroteio entre os dois lados que se apresentaram no novo campo de batalha eleitoral para 2006. A guerra ainda não foi formalmente declarada, mas as escaramuças são crescentes. Elas vão colocar em campos opostos Simão Jatene e Jader Barbalho, que eram os mais recentes aliados na política paraense? 
N° 334/NOVEMBRO DE 2004/2ª QUINZENA

Finalmente, a verdade? 
Pode ser que agora, no julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, seja possível saber se o ex-senador e ex-governador foi mesmo o destinatário de parte do dinheiro desviado do Banco do Estado do Pará entre 1984 e 1985. Mesmo que por linhas tortas, a apuração da denúncia contra Jader Barbalho pode chegar a um bom destino: a verdade. 
Nº 335/DEZEMBRO DE 2004/1ª QUINZENA

E depois de Jatene? 
O PSDB conseguiu empurrar para 2005 a decisão sobre a cassação do governador Simão Jatene. O perigo maior passou. Mas o panorama da política paraense poderá mudar se o TSE consumar a degola. O deputado Mário Couto, a alternativa mais forte para essa circunstância, se contentará com um mandato-tampão?
N° 336/DEZEMBRO DE 2004/2ª QUINZENA
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