2011

ANO XXIV * Nº 480 * DEZEMBRO DE 2010 * 2ª QUINZENA 
AURÁ

Escândalo previsível 

A Polícia Militar cercou o Hangar e o manteve isolado por seis dias. Era a preparação para uma perícia exigida pelo secretário de cultura para receber o centro de convenções sem as irregularidades que diz existirem. Por trás de uma grande obra no Pará sempre há grandes interesses. Sobretudo os não declarados. É a moral da história.



ANO XIV * Nº 481 * JANEIRO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
DESABAMENTO 

Ameaça da altura 

Com 34 andares, em fase de conclusão, o Real Class caiu como se tivesse sido implodido. Por circunstâncias favoráveis, causou poucas mortes. Mas abalou a cidade, que convive insensivelmente com a multiplicação dos arranha-céus, num ritmo definido pelo critério do lucro maior e mais rápido.



ANO XXIV * Nº 482 * FEVEREIRO DE 2011 * 1ª QUINZENA 
DESABAMENTO

Página virada 

A queda do Real Class ainda não completou um mês e a cidade já parece ter voltado à sua rotina. Como se o desabamento de um prédio de 100 metros de altura, com 34 andares, levantado sobre terreno com 18 metros de testada, fosse normal. Belém vai continuar a ser ocupada por espigões de concreto?


ANO XXIV * FEVEREIRO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
EXTRA: DOSSIÊ CENSURA 
JUSTIÇA 

Mordaça à imprensa 

O juiz da 4ª vara federal de Belém, Antonio Campelo, tentou impor a mais drástica censura à imprensa já aplicada no Brasil pela via judicial, sendo ele o autor da iniciativa. Três dias depois de ameaçar com prisão, processo criminal e multa de R$ 200 mil, recuou. O caso é tão grave que a história não terminou. Ela é tema desta edição especial do jornal.


ANO XXIV * Nº 484 * MARÇO DE 2011 * 1ª QUINZENA 
POLÍTICA

Tucanos no chão 

As dificuldades deixadas pelos antecessores e sua composição heterogênea ainda não permitiram que o governo Simão Jatene imprimisse sua marca. A previsão é de que este ano seja consumido na arrumação da casa. Mas logo em seguida haverá nova eleição.


ANO XXIV * N 485 * MARÇO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
DESENVOLVIMENTO 

Caminho de saída 

No ano passado foi inaugurada no Pará uma das maiores obras de engenharia hidráulica no mundo. Os paraenses esperaram por ela durante três décadas. Agora, parecem não se dar conta do seu significado e do que fazer com ela em seu benefício. Pode ser mais um cavalo de Tróia.


ANO XXIV * No 486 * ABRIL DE 2011 * 1a QUINZENA 
POLÍTICA 

Ficha não caiu 

Apesar das críticas feitas à decisão do STF, que transferiu a vigência da lei da ficha limpa, o Brasil deu mais um passo para se livrar dos maus pretendentes a cargos elegíveis. O que falta agora é não deixar que eles fiquem impunes. Para isso, a justiça precisa funcionar.

ANO XXIV * Nº 487 * ABRIL DE 2011 * 2ª QUINZENA * R$ 3,00 
DENÚNCIA 

Justiça do Pará acusada 

Um cidadão de 86 anos acusa o poder judiciário do Estado de acobertar o roubo de um carro para proteger o sogro e o cunhado de um desembargador. A denúncia, encaminhada ao CNJ, atinge três desembargadores, seis juízes e uma promotora, além da polícia. É um libelo contra o poder público do Pará. 


ANO XXIV * Nº 488 * MAIO DE 2011 * 1ª QUINZENA 
REDIVISÃO 

Menos Amazônia 

A aprovação da realização do plebiscito sobre a redivisão do Pará poderá ser a oportunidade de discutir a sério a grave questão do perfil geográfico da Amazônia. Unidades menores permitirão corrigir os erros evidentes no processo de ocupação da região ou apenas irão incrementar seus efeitos desastrosos? Eis a questão.

ANO XXIV * Nº 489 * MAIO DE 2011 * 1ª QUINZENA 
IMPRENSA 

Vísceras expostas 

A guerra entre as duas famílias que controlam as comunicações e boa parte do poder no Pará chegou a um nível sangrento e sujo. O que impressiona é elas terem a mesma origem, no baratismo, o grupo que mais dominou a vida pública no Estado. Ao expor suas chagas, talvez eles consigam pôr um final nessa história.

ANO XXIV * Nº 490 * JUNHO DE 2011 * 1ª QUINZENA
IMPRENSA 

O grande ausente 

Durante vários dias Romulo Maiorana Jr. conclamou a população para participar da caminhada contra a corrupção, como líder do movimento pela moralidade pública. Acabou não indo. Melhor assim: não viu o fracasso da iniciativa, que lança débito na conta da OAB.

ANO XXIV * Nº 491 * JUNHO de 2011 * 2ª QUINZENA 
PARÁ 

Vítima da história 

O que vai acontecer com o Pará? Esta é uma pergunta que deixou de ser retórica. O Estado se encontra em questão, a começar pela sua integridade física. O momento seria para reflexão profunda e ação conseqüente. Mas falta liderança para essa missão.
ANO XXIV * Nº 492 * JULHO DE 2011 * 1ª QUINZENA 
POLÍTICA 

A cabeça de Jader 

Parecia que a volta de Jader Barbalho ao Senado, depois que o STF negou vigência à lei da ficha limpa na eleição do ano passado, era apenas uma questão de formalidade. Mais cedo ou mais tarde seu direito teria que ser reconhecido. Agora há uma dúvida: será mesmo?

 ANO XXIV * Nº 493 * JULHO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
DIVISÃO 

São Paulo dixit 

O senador Eduardo Suplicy surpreendeu a opinião pública ao anunciar que um advogado paulista pretendia obrigar o TSE a estender o plebiscito sobre a criação dos Estados de Carajás e Tapajós a toda a população brasileira. O entendimento não tem fundamento legal. Mas possui objetivos políticos – e geopolíticos.

NO XXIV * Nº 494 * AGOSTO DE 2011 * 1ª QUINZENA 
MAIORANAS 

Livres, leves, soltos 

O juiz federal Antônio Campelo livrou os irmãos Romulo e Ronaldo Maiorana da acusação de terem cometido crime contra o sistema financeiro nacional. Embora réus confessos, se beneficiaram do arrependimento eficaz. E de outros argumentos mais.

ANO XXIV * Nº 495 * AGOSTO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
JUSTIÇA 

Tribunal promove. E regride 

O Conselho Nacional de Justiça criou novas regras para a promoção de juízes aos tribunais superiores estaduais. Mas o TJE do Pará, na primeira vez em que agiu sob os critérios qualitativos do CNJ tomou uma decisão que causou perplexidade e espanto.

ANO XXV * Nº 496 * SETEMBRO DE 2011 * 1ª QUINZENA 
POLÍTICA 

O estigma Barbalho 

O Pará está voltando a ser a terra sem lei, sem respeito, sem liderança autêntica, sem valores coletivos. Repetem-se as violências e aprofundam-se as violações aos direitos. Pela omissão dos principais personagens, os coadjuvantes avançam. É uma perspectiva perigosa.

ANO XXV * Nº 497 * SETEMBRO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
POLÍTICA 

Belém sem estadista 

O próximo prefeito de Belém, a ser eleito no próximo ano, estará à frente da capital paraense quando ela completar o 4º centenário. Cem anos atrás a cidade tinha um estadista, Antônio Lemos. Desde então, nunca mais. O povo ainda acha que prefeito foi o “velho Lemos”.

ANO XXV * Nº 498 * OUTUBRO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
POLÍTICA 

Dividir pra quê? 

De que serve dividir o Pará, o segundo maior Estado do Brasil, para torná-lo mais administrável, se o modelo de desenvolvimento continuar o mesmo, velho de quatro décadas – e eficiente, até hoje, mas contra o Pará? Quem levou a esse resultado, vai querer mudá-lo?

ANO XXV * Nº 499 * OUTUBRO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
JUSTIÇA 

O fator de mudança 

Condenado a 21 anos de prisão por abusar durante quatro anos de uma menor que “adotou” quando ela tinha 9 anos, o ex-deputado estadual, médico e empresário Luiz Afonso Sefer foi absolvido por 2 a 1 em uma das câmara criminais do TJE. Por que a sentença do juiz de 1º grau foi reformada?

ANO XXV * Nº 500 * NOVEMBRO DE 2011 * 1ª QUINZENA 
ACIDENTE 

O estrondo das alturas 

Quando um prédio de luxo ameaça ruir em Belém, como aconteceu na semana passada com o Wing, não só as irregularidades da construção ficam expostas. Também aparecem fatos obscuros da vida na cidade e da relação entre o poder público e os interesses particulares.

ANO XXV * Nº 501 * NOVEMBRO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
POLÍTICA 

Lula, o desafio 

A bendita estrela de Lula eclipsou no momento em que o câncer se instalou no seu corpo? Ou será mais uma barreira que o ex-presidente irá superar para se recolocar na linha de frente da nova corrida ao poder?

ANO XXV * Nº 502 * DEZEMBRO DE 2011 * 1ª QUINZENA 
DIVISÃO 

E o dia seguinte? 

Com seu atual Estado ou dividido por mais dois, o Pará não sairá melhor do plebiscito do dia 11, qualquer que venha a ser o resultado da votação. Mas sairá dividido e suas partes deverão aumentar a rivalidade e o antagonismo. Esse resultado exigirá o que continua a faltar ao Estado: capacidade para tirar proveito das suas riquezas.

ANO XXV * Nº 503 * DEZEMBRO DE 2011 * 2ª QUINZENA 
NOVO PARÁ 

Alguém pensa nele? 

É pouco provável que o eleitor paraense decida sobre o plebiscito do dia 11 com consciência do seu ato. Independentemente do resultado, o dia seguinte será de vazio. Não há projeto de futuro para o Estado. Dividido ou não, continuará o mesmo.
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